Ponto de partida
do que sempre existiu
Já fazia tempo que eu alimentava uma vontade interna de partilhar com mais profundidade meus devaneios. Não sei há quanto tempo você me conhece, mas se você me acompanha pela rede do tio Mark já deve ter me visto reclamando de lá em algum momento.
Eu nunca gostei muito daquela rede, confesso. Demorei para entrar e depois eu tentei. Como tentei! E nesse tentar, muita coisa boa rolou. Não posso reclamar das amizades incríveis que ela me trouxe e da rede de apoio que carrego até hoje, inclusive as responsáveis por eu estar escrevendo aqui agora. É verdade que eu não teria vivido muitas coisas, não fossem as conexões feitas por lá. Mas já faz tempo que parei de me sentir livre para me expressar na rede-mãe do algoritmo.
Percebo dois fenômenos que muito me marcaram nesses últimos anos:
A cultura do ódio, na era dos cancelamentos - e aqui vale ressaltar, com toda a vulnerabilidade que sempre prezo, que confesso haver em mim uma parte que anseia
muitopor validação e acaba tombando no meio de desagradar e ser repreendida (alô, fragilidade branca?)A ferramenta ter se tornado uma plataforma de negócios para mim: quando misturei a tentativa de divulgar e vender meus projetos, com uma Carol que adora comunicar sem se regrar, foi um desastre.
O fato é que eu sinto que perdi minha voz. E estava doida para voltar a tê-la!
Foi aí que umas dessas conexões-de-vida da outra rede - e dona de uma newsletter linda chamadaCartão Postal- me apresentou esta plataforma e foi amor à primeira vista.
Poder escrever sem me limitar aos padrões, sem me preocupar se o que quero falar vai chegar até alguém (ou pior, se será banido e bloqueado) e ainda por cima existir uma forma das pessoas comentarem e assim podermos interagir? O melhor dos mundos.
Inclusive, foi escrevendo agora esse texto que me dei conta de uma outra coisa: eu quero conectar, não influenciar. E já tem meses que eu não dava mais conta de criar laços por lá…
Então, vim! Pois bem, minha gente, chega de paralisar! Eu quero é nos movimentar.
Foi dada a largada para essa tentativa de desague. A frequência? Provavelmente quinzenal. Nessa altura da minha vida, me conheço o suficiente para não prometer prazos. E nem formatos. Mas declaro que estou disposta e interessada em me dedicar a este espaço.



Oi carol!!! Eu também adorei! Acompanho você desde o início de 2020, desde aquela roda de conversa com a Babi. Outro dia e ao mesmo tempo há uma década. Quanta coisa de lá pra cá! Todas as vezes que vc sumiu do insta eu senti falta dos seus textos e reflexões. Bom saber q estaremos por aqui refletindo juntas. Beijão
O mais doido dessa brincadeira de gêmea que a gente faz é que eu te leio e parece que me escuto. Foram tantos pontos que me identifiquei com o que você falou (transformar a rede numa vitrine de si, de querer conectar e não influenciar, principalmente!!!), que me sinto cada dia mais gêma tua mesmo hahahah animada para te ter nessa casinha virtual mais aconchegante e calma! 💛